Notícia


O COT da Polícia Federal

Comando de Operações Táticas, da Polícia Federal

Especial - 28/06/2014 06:00


"A agente infiltrada da PF saiu do galpão da fazenda e ascendeu um cigarro, passando logo depois a mão esquerda no cabelo. Este era o sinal para a equipe avançada - EA, formada por uma dupla de snipers, de que de fato havia dentro do galpão um laboratório de processamento de cocaína. Imediatamente a EA avisou os caçadores da Coordenação de Aviação Operacional - CAOP da PF para iniciar o ataque.

Como um relâmpago o Bell 412 Caçador III surgiu do horizonte e se projetou sobre o galpão. De ambos os lados do helicóptero estavam três homens do COT, encapuzados e armados com fuzis M-16. No apoio surgiu do outro lado um Bell 407 na função de gunship - uma plataforma de tiro que fornece apoio aéreo armado quando das operações de desembarque/embarque dos Bell 412.

Um traficante armado com um AR-15, que estava do lado de fora do galpão fazendo segurança, ao ver o Caçador III esboçou uma reação mais foi imediatamente abatido pela equipe de snipers. Os homens do COP desembarcaram e entraram no galpão rapidamente, conseguindo render os outros traficantes, que diante da ação fulminante dos federais não conseguiram reagir. Como apoio entrou na fazenda três pick-up 4x4 como mais homens do COT. A operação foi um grande sucesso e o COT, com o apoio do CAOP, mostrou mais uma vez mostrou o profissionalismo, o idealismo e a competência dos policiais federais ali lotados, na luta contra o crime."

O Comando de Operações Táticas - COT, foi criado em 1987, pelo Ministério da Justiça através do Departamento de Policia Federal - DPF, com a missão de responder a ataques terroristas dentro do território nacional. Para tanto, seus integrantes receberam treinamento técnico-tático em unidades especiais das Forças Armadas no Brasil e no exterior - em unidades especiais nos EUA, França e Alemanha (em especial pelo GSG-9). Hoje em dia essa força de elite para ações armadas desempenha uma grande gama de operações.

A Organização do COT:

Coordenação do Comando de Operações Táticas

Serviço de Estratégias Táticas - SET

Serviço de Operações Táticas- SOT

Ao longo de sua atuação, o COT participou de vários resgates de reféns durante seqüestro de aeronaves e de muitas outras missões de risco, como apreensão de drogas no país, toneladas por sinal, ações de desapropriação, conflitos rurais, segurança VIP, bem como também o desmantelamento de organizações criminosas.

Entre as grandes operações de que o COT esteve ou está envolvido podemos citar a Operação Anaconda, contra o crime organizado e da Operação COBRA (COlômbia-BRAsil) que têm como objetivos desarticular o narcotráfico na fronteira de 1.644km do Brasil com a Colômbia, através da identificação de bases de produção de cocaína sob o domínio das Farc. A COBRA também abrange um quadrilátero limitado a Noroeste pelo rio Içana, a Nordeste pelo Pico da Neblina, a Sudeste por Tefé – de onde os federais fazem incursões periódicas no rio Solimões como estratégia complementar a COBRA - e a Sudoeste por Tabatinga.

Para isso o COT participa de muitas ações conjuntas com as Forças Armadas brasileiras. Por sinal o COT participa de outras operações com os militares em outras áreas do território, nacional, principalmente com a FAB e o Exército. Na Operação COBRA o DPF contou com apoio logístico dos batalhões e pelotões de fronteira do Exército, e montou bases flutuantes onde são vistoriadas todas as embarcações que navegam entre os dois países. O COT também participa no programa de atuação conjunta com os militares nas Operações PEBRA (PEru e BRAsil) e VEBRA (VEnezuela e BRAsil).

No conjunto de ações do COT ainda podemos citar a resolução do seqüestro de um boeing 737 da VASP (Goiânia/88); de um Bandeirante do governo potiguar (Belém/88); de um bimotor (Itaituba-PA/90).

Na área de proteção o COT foi usado na seguranças de vários eventos e conferências internacionais como por exemplo a Eco-92, a III Conferência Íbero-americana (Salvador/93) e a XXIV Assembléia Geral da OEA (Belém/94).

Vale ressaltar que qualquer uma das missões empreendidas pelo COT dentro da tarefa de luta contra o narcotráfico e o crime organizado (prisão de suspeitos, transportes de presos, erradicação de plantios de maconha, localização e eliminação de laboratórios de processamento de cocaína, localização e destruição de pistas de pouso clandestinos empregadas por narcotraficantes, etc.) é precedida por consideráveis trabalhos de coleta de informações. Com base nas informações colhidas é que o COT monta a sua missão. E é importante observar que cada uma dessas missões tem suas particularidades e raramente uma nova missão guarda semelhanças com missões realizadas anteriormente - salvo a natureza do adversário e o objetivo da missão.

A sede do COT fica em Brasília, numa área de 40 mil metros quadrados, localizada no Setor Policial Sul, de onde envia envia agentes para missões em todo o Brasil. A área dispõe ainda de pista de maneabilidades, uma torre para exercícios diversos e uma mini cidade montada para treinamentos de tomada de instalações, recuperação de reféns, como para simulação da prisão de narcotraficantes.

Para desempenhar de forma excelente a suas missões o COT treina exaustivamente o seus membros. A condição física é levada a série e as sessões de tiro de reação e precisão, com vários tipos de armas, são praticadas diariamente, dia e noite.

Como uma força preparada para combater o terrorismo, o COT treina duramente ações de resgate de reféns e retomada de aeronaves, ônibus, trens e instalações diversas. Os seus membros estão aptos a desenvolver táticas de CQB. Podendo operar tanto de dia quanto a noite, inclusive com equipamentos de visão noturna. A sua equipe de atiradores de elite (snipers), dispõe de equipamentos sofisticados que permitem elevada precisão: um alvo pode ser atingido e imobilizado, em 100% dos casos, em distância de até 200 metros.

Os membros do COT passam por cursos de sobrevivência na selva, montanhismo, análise e operação de informações, mergulho, pára-quedismo, segurança de dignitários (VIP), negociação em delitos com reféns, táticas de resgate de reféns e muitos outros. Muitos dos cursos são realizados no exterior.

O COT também conta com o apoio especial das aeronaves da Coordenação de Aviação Operacional - CAOP da Polícia Federal, notadamente os helicópteros Bell 412 e Bell 407. As duas forças convivem quase que diariamente devido aos constantes deslocamentos do COT.

Os membros do COT usam os mais diversos trajes em suas operações. Podem ser completamente camuflados, em vários padrões (brasileiro, americano, francês, etc.), para os mais variados ambientes como selva e urbano. Podem também usar as camisas pretas com o distintivo do DPF com calças camufladas ou simplesmente estarem usando roupas civis. Os membros do COT em suas operações podem usar bonés com a sigla COT, gorros negros, chapéus camuflados ou ainda capacetes.

O COT usa um grande variedade de armas leves como fuzis automáticos, rifles de snipers, submetralhadoras e pistolas. Entre os fuzis automáticos os membros do COT podem usar o M16 e a sua versão mais curta o M4. Entre as submetralhadoras podemos encontrar a sempre presente H&K MP5, em suas várias versões.

O COT é uma referência na América do Sul e está sempre pronto a operar nas áreas urbana e rural, desde pequenos povoados a grandes centros urbanos, nas grandes florestas brasileiras, ao longo da nossa costa marítima e nas grandes faixas de fronteiras, e em qualquer ambiente seja no sertão, nas montanhas, no pantanal, nas favelas ou nos portos. Por sua larga experiência e profissionalismo o COT tem hoje as atribuições de planejar, coordenar, dirigir, controlar, avaliar e executar - em nível nacional - as operações em casos de seqüestro, além de outras ações de natureza especial de competência do DPF.

Também é atribuição do COT presta apoio aos órgãos centrais e descentralizados no desempenho de missões de alto risco, cujas características exijam policiais com treinamento específico em armas e táticas especiais. De importância inquestionável nas ações que envolvam segurança de dignitários, negociação em crimes com refém e seqüestro de aeronaves, entre outros. Fonte: "Tropas de Elite" e Polícia Federal.


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